A presidente Dilma Rousseff
garantiu nesta terça-feira que seu
governo está atento às pressões
sociais das ruas, decorrentes da
onda de protestos contra o
aumento das tarifas do transporte
público no País. A presidente falou
pela primeira vez sobre as
manifestações que vêm ocorrendo
em diversas cidades do Brasil nos
últimos dias e defendeu o povo,
afirmando que "essas vozes
precisam ser ouvidas".
"A minha geração sabe o quanto
isso nos custou, eu vi ontem um
cartaz muito interessante que dizia 'desculpem o transtorno, estamos mudando o País'. Quero dizer que meu governo está atento a essas vozes pela mudança, está empenhado e comprometido pela pressão social", ressaltou a presidente.
Dilma afirmou que "o Brasil hoje
acordou mais forte por causa das
grandes manifestações". Para ela,
"a grandeza das manifestações de
ontem comprova a energia da
nossa democracia. (...) Os que
foram às ruas deram mensagem
direta ao conjunto da sociedade,
sobretudo aos governantes de
todas as instâncias. Essa
mensagem diretas ruas é por mais
cidadania, por melhores escolas,
por melhores hospitais, postos de
saúde, pelo direto à participação".
Mais cedo, o ministro da
Secretaria-Geral da Presidência,
Gilberto Carvalho, responsável pela articulação com movimentos
sociais, disse que a presidente
estava atenta e preocupada com a
mensagem dos protestos. A
governante condenou atos de
violência que, segundo ela, foram
minoritários nas manifestações de
ontem. "Não podemos aceitar
jamais conviver com ela
(violência)".
A presidente ponderou, ainda, que
as ações isoladas "não ofuscam o
espírito pacífico das pessoas que
foram às ruas para pedir pelos
seus direitos". Ela aproveitou um
discurso durante o lançamento de
projetos de leis que tratam do
novo marco da mineração para
falar sobre as manifestações.
Nenhum comentário:
Postar um comentário